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Os Living Labs como ativo das novas cidades na economia verde

15 de julho de 2021

Os Living Labs como ativo das novas cidades na economia verde

 

Os Living Labs (LLs) são definidos como ecossistemas de inovação abertos, centrados no usuário, baseados em uma abordagem sistemática de cocriação, integrando processos de pesquisa e inovação em comunidades, ambientes e cenários da vida real.

 

O movimento de Living Labs na Europa data de 2006, quando foi mencionado pela primeira vez no manifesto de Helsinque, na oportunidade a Presidência da Finlândia ocupava também a Presidência da Comunidade Europeia.

 

Desde então, se espalharam pelo continente europeu, em várias ondas. Primeiramente, com foco em novas ferramentas de Tecnologia da Informação (TICs) e, posteriormente, se estenderam para outras temáticas como energia, transporte e mobilidade, saúde e segurança.

 

O recente levantamento de Living Labs de mobilidade urbana, realizado pelo European Institute of Innovation & Technology, LuxMobility, Universidade de Ciências Aplicadas de Breda, e financiado pelo EIT Mobilidade Urbana, identificou mais de 200 iniciativas entre Living Labs e espaços de prototipagem de produtos e serviços em países europeus:

 

  • Espanha – 25
  • Holanda – 22
  • Alemanha – 18

 

As cidades mais ativas:

 

Madri (5), Barcelona (4), Málaga (4), Amsterdã (4), Haia (4), Helmond (2), Delft (2), Hamburgo (3), Aachen (2), Munique (2), Bremen (2) e Stuttgart (2). Os países nórdicos Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia também estão bem representados com um total de 35 iniciativas. Nesses países, as cidades mais ativas são: Gotemburgo (6), Copenhague (5), Helsinque (4), Malmö (4) e Oslo (3).

 

Movimento de Living Labs de mobilidade urbana na Europa

 

A estratégia de mobilidade sustentável e inteligente da Comunidade Europeia, recentemente apresentada, afirma: “Devemos mudar o paradigma existente de mudança incremental para transformação fundamental” com um objetivo de colocar os transportes europeus “firmemente no caminho certo para um futuro sustentável e inteligente” (COM (2020) 789 final).

 

A Comunidade Europeia reconhece que o envolvimento e o compromisso público de todas as partes interessadas é crucial para o sucesso do Acordo Verde Europeu. Este robusto acordo da Comunidade Europeia reforça que políticas de promoção da mudança apenas avançam se os cidadãos estiverem totalmente envolvidos na sua concepção ”e que“ os cidadãos são e devem continuar a ser a força motriz da transição. Além disso, “é necessário um novo pacto para reunir os cidadãos em toda a sua diversidade, com autoridades nacionais, regionais, locais, sociedade civil e indústria trabalhando em estreita colaboração com instituições e órgãos consultivos da Comunidade Europeia.

 

Em nível local, os Living Labs oportunizam abordar os desafios da transição em cenário real, a partir da cooperação entre as partes interessadas e envolvendo ativamente os usuários finais nos processos de ideação, cocriação e validação do necessário para a transição de produtos e serviços.

 

 

Fontes:

 

European Network of Living Labs

EIT Urban Mobility – Mobility for more liveable urban spaces

Global Innovation Index

Li

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