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Resiliência da Mobilidade Urbana: veja o que foi debatido no webinar

1 de julho de 2020

Resiliência da Mobilidade Urbana: veja o que foi debatido no webinar

“Como fica o transporte público, a mobilidade urbana, nas situações de adversidades graves (como a pandemia) que estão fora do nosso controle?” A partir deste questionamento, Marcus Coester, CEO do Aeromovel Mobilidade Sustentável, iniciou o Webinar Resiliência da Mobilidade Urbana, transmitido ao vivo no canal do Aeromovel no YouTube, em 30/06, às 15h.

 

Com mais de 600 visualizações, Marcus mediou o debate que contou com a participação de quatro especialistas da área de transportes: Petras Amaral, head de inovação da Marcopolo; Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER); Roberta Marchesi, diretora-executiva da Associação Nacional dos Transportes de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) e Andrés Alcalá, executivo principal do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

 

Cada convidado falou por 10 minutos, trazendo sua experiência e conhecimento para contribuir com uma visão geral do impacto da pandemia, e outras crises, nos sistemas de transporte urbano.

 

A partir de temas apresentados por Marcus, como uso de tecnologias, adaptação às novas necessidades sanitárias e à nova equação social e econômica da mobilidade urbana, a conversa também contou com apresentação de cases de cidades como Londres, Paris e Vancouver, que buscam a valorização da superfície e dos transportes alternativos, além de espaço para resposta às perguntas enviadas pelo público.

 

Reinvenção dos sistemas de transportes

 

Segundo Petras, quando se fala em resiliência é comum supor que, após a crise, devemos voltar ao estado natural. Porém, isso não acontecerá: teremos que nos redefinir. Embora muitas cidades possam viver uma crise ainda maior, considerando a queda do número de passageiros nos modais públicos, esta é uma oportunidade para potencializar as mudanças necessárias nos sistemas de transportes.

 

“É possível redefinir os sistemas desde que isso seja feito com foco no usuário e em prol de uma mobilidade que atenda o crescimento das cidades, suas estruturas e necessidades”, destacou o head de Inovação da Marcopolo.
Neste momento, deve-se pensar a resiliência como o impulso pra transformação: aproveitar as oportunidades geradas pela crise para reinventar nosso sistema de transporte. Para o presidente da ABIFER, a micro mobilidade (bicicleta, patinetes, entre outros) deve ter destaque no primeiro momento, porém o transporte público de passageiros deverá contar com ações governamentais para superar o momento de queda na circulação dos passageiros.

 

Resiliência no transporte de passageiros

 

Como um dos mais afetados pela pandemia, o transporte de passageiros sobre trilhos teve que se adaptar rapidamente à nova realidade. Entre as mudanças implementadas, a diretora executiva da ANPTrilhos destaca que além da alteração nas rotinas operacionais, foram adotadas novas práticas e tecnologias no trabalho diário.

 

“Sabemos que haverá uma mudança na rotina de deslocamentos das pessoas na nova realidade pós-pandemia. Há estimativas de redução de passageiros de até 20%, e o setor terá que enfrentar e se reinventar nessa nova condição. Vejo que os nossos gestores públicos terão como desafio planejar uma maior eficiência das redes de transporte público, devidamente integradas”, enfatiza Roberta.

 

De modo geral, a situação de pandemia suscita demandas já existentes de mudanças nas redes mobilidade urbana. Tempo de deslocamento excessivo, dependência de combustíveis fósseis, sensação de insegurança e pouca qualidade de vida nas cidades são alguns tópicos conhecidos na atual discussão sobre transporte público.

 

“É necessário que haja uma flexibilização e adaptação do transporte público às novas ferramentas e formas de locomoção. Devemos aproveitar esta oportunidade para desenvolver novos elementos que sustentem a mobilidade do futuro, em um cenário pós-Covid-19. Precisamos equilibrar a equação entre receita e custos numa visão a médio e longo prazo”, pontua Andrés Alcalá, executivo do CAF.

 

Veja a gravação do webinar completo:

 

 

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